publicado em 21/10/2010
Mizael e Evandro deveriam ter sido ouvidos na última quarta, mas não houve tempo
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O juiz Leandro Bittencourt Cano, que preside audiência do caso Mércia Nakashima no fórum de Guarulhos, vai ouvir nesta quinta-feira (21), o depoimento dos acusados de matar a advogada, Mizael Bispo e Evandro Bezerra da Silva. O interrogatório deveria ter ocorrido na tarde de quarta-feira (20), mas pelo horário que o magistrado pretendia terminar a sessão, por volta de 19h, não seria possível ouvir os dois no mesmo dia.
Diante do fato, a Promotoria pediu que os interrogatório fossem transferidos para quinta-feira para evitar que houvesse algum tipo de comunicação entre os réus, que respondem ao processo em liberdade. A audiência está marcada para às 13h no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A decisão sobre se Mizael e Evandro devem ir a júri popular, no entanto, só deve sair na próxima semana. O magistrado disse que vai esperar a decisão do TJ sobre se a competência de julgar o caso é realmente da comarca de Guarulhos ou de Nazaré Paulista, onde o corpo de Mércia foi encontrado.
O promotor do caso, Rodrigo Merli, estimou que em 15 ou 20 dias a definição sobre a competência saia e que o juiz responsável tome sua decisão. Ele disse não ter dúvidas que os réus serão pronunciados pela Justiça e ressaltou que vai pedir novamente a prisão preventiva dos réus.
No lado oposto, Samir Haddad Junior, advogado de Mizael, defendeu a mudança de foro do caso para Nazaré Paulista. Ele diz acreditar que nessa cidade haveria um julgamento mais justo por supostamente não envolver a comoção da sociedade.
Na quarta-feira, foram ouvidas apenas três testemunhas convocadas pelo juiz. O perito do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) Renato Patolli admitiu que houve um erro de digitação no laudo de reconstituição fotográfica feito com base nos dados do rastreador do carro de Mizael Bispo, que foi corrigido ao final de seu depoimento.
A estratégia da defesa foi mostrar que a perícia é passível de erros que podem levar a conclusões errôneas e possíveis direcionamentos por parte da polícia. A promotoria, contudo, ressaltou que esse equívoco não prejudica a acusação, uma vez que o que se quer provar é que o acusado esteve perto da casa da avó de Mércia.
A estratégia da defesa foi mostrar que a perícia é passível de erros que podem levar a conclusões errôneas e possíveis direcionamentos por parte da polícia. A promotoria, contudo, ressaltou que esse equívoco não prejudica a acusação, uma vez que o que se quer provar é que o acusado esteve perto da casa da avó de Mércia.
Outra testemunha, um funcionário de uma prestadora de serviços da empresa que faz o rastreamento do carro de Mizael, contou que foi procurado por Mizael Bispo e por seu advogado Ivon Ribeiro para consertar o rastreador do carro do ex-PM. Na ocasião, por não ter um mesmo modelo do aparelho, Leonardo França afirmou que a troca poderia demorar, o que teria irritado Mizael e seu defensor. O episódio teria acontecido em 3 de setembro passado.
França disse que houve uma discussão por ele não poder fornecer documentos que comprovassem que essa troca estaria em andamento. Com isso, ele registrou um boletim de ocorrência contra o acusado. O juiz Cano solicitou que a empresa de rastreamento informe se houve algum defeito no aparelho instalado no carro de Mizael no ano de 2010. Caso a resposta seja positiva, ele solicitou que empresa detalhe a data em que isso ocorreu.
Também prestou depoimento na quarta Wilson Aparecido da Silva Ferreira, conhecido de Mizael. Ele é proprietário de uma empresa de caminhões que relatou que os rastreadores instalados em seus veículo dão problemas.






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