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Ronaldinho gaúcho visita as crianças do massacre em Realengo

O jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho chegou em um carro da Defesa Civil, por volta de 13h50 desta sexta-feira (15), no hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio. Acompanhado pela presidente do Flamengo Patricia Amorim e pelo secretário de Saúde Sérgio Côrtes, o craque visitou as vítimas do massacre na escola Tasso da Silveira, em Realengo.

No hospital, estão internados um jovem de 14 anos, que tem estado regular e respira sem ajuda de aparelhos no CTI; e um jovem 12 anos, que continua evoluindo bem, em leito de enfermaria.

- Vim trazer um pouco de alegria para essas crianças que passaram por todas essas dificuldades. Espero que minhas palavras ajudem para uma recuperação melhor. O futebol tem o poder de proporcionar alegria às pessoas, principalmente crianças.

Ronaldinho disse que acompanhou a tragédia pela televisão e pelos jornais.

- Esse episódio chocou muito, emocionou o Rio e o país inteiro.

Uma das vítimas é flamenguista e ficou bem emocionada com a visita dele, mas o jogador afirma que não prometeu nenhum gol.

A presença do jogador irritou visitantes de pacientes da unidade. Eles alegaram que esperam pela visita há duas horas e foram impedidos de entrar por causa da presença de Ronaldinho. Houve princípio de tumulto.

O projetista Rogério Batista, 37 anos, esperou mais de duas horas para ver meu tio que sofreu um acidente e está em coma. Já o rodoviário Márcio Bispo, 34 anos, reclamou que estava a mais de uma hora para conseguir entrar no hospital para visitar a sogra.

- Acho um absurdo toda essa espera por causa da visita do Ronaldinho Gaúcho, mais do que ele tenho o direito de visitar minha sogra que está internada com câncer.

Depois de passar pelo hospital de Realengo, Ronaldinho vai para o hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde conhecerá mais duas vítimas. Às 16h, ele segue para o treino no Ninho do Urubu, na zona oeste do Rio.

Assista ao vídeo:



Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Conheça as vítimas do ataque à escola Tasso da Silveira

Acompanhe a cobertura completa do caso

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).

O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem pode ser enterrado como indigente a partir do dia 23 de abril.


via: notebook reriutaba-ce 09:15
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